Jovens, colecionismo e educação financeira
- Telma Ceolin
- 25 de nov. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de jan. de 2019
(Trechos extraídos da palestra “As novas gerações e seu interesse pelas ciências numismáticas”, proferida por Telma Cristina Soares Ceolin no XV Congresso Anual do Comitê Internacional de Museus Monetários e Bancários – ICOMOM - 2008 - em Utrecht, Holanda)- 2008 - em Utrecht, Holanda)
"... a forma de utilização saudável dos meios de pagamento pelas novas gerações depende de sua compreensão sobre as boas práticas de economia dos recursos financeiros, bem como de noções básicas sobre investimento, sobre o funcionamento da política monetária e sobre o papel de um banco central."
"... há alguns hábitos culturais que precisam ser resgatados e promovidos no meio juvenil, mas que há de se trabalhar com energia e utilizando mecanismos potentes para garantir continuidade do fluxo deste conhecimento em nossa sociedade. "
"... estimular e desenvolver a prática do colecionismo na infância e na adolescência nos parece ser algo da maior importância sob o ponto de vista educativo, porém um enorme desafio. Principalmente diante da forte concorrência de outras atividades, tais como os jogos em rede e outros entretenimentos eletrônicos, além do quê o consumo fácil e descartável nada contribui para o espírito de preservação. Os jovens de hoje têm múltiplos interesses e necessidades em suas vidas que interferem e também transformam os elementos tradicionais e populares, o que no nosso entendimento merece uma atenção cuidadosa por parte das instituições históricas e culturais. "
"Até meados do século XX, as crianças de modo geral costumavam colecionar selos, tampinhas, chaveiros, flâmulas, postais, moedas e outros objetos. Esta prática está sendo sufocada, infelizmente, pelos apelos modernos. Diante desta situação, o desafio é como produzir os eventos atrativos que possam fazer crianças e adolescentes voltarem a se encantar com os prazeres do colecionismo e, em especial, com a beleza contida nas cédulas e nas moedas. E para o Brasil isto é um desafio ainda mais especial por se tratar de um país tão grande em dimensões territoriais, com significativas diversidades culturais e com níveis sociais muito diferenciados."
" O conhecimento sobre como lidar com o dinheiro, assim como o estímulo à prática do colecionismo são atividades que podem estimular nos jovens brasileiros o desenvolvimento de hábitos sadios e de qualidades pessoais, tais como: organização, atenção, repartição, troca, intercâmbio, observação, socialização e objetividade de interesse. Paralelamente, também podem fazer surgir o amor pela história e cultura do seu país. "

* Telma Cristina Soares Ceolin é publicitária especializada em Comunicação nas Instituições públicas. Foi chefe do Museu de Valores do Banco Central, Representante do Comitê Internacional de Museus Monetários na América Latina e Conselheira do Conselho Internacional de Museus- ICOM/UNESCO. É membro da Associação Amigos do Museu de Valores do Banco Central e da Sociedade Numismática Brasileira.
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