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Onde tudo começou...

  • Foto do escritor: Telma Ceolin
    Telma Ceolin
  • 21 de jan. de 2021
  • 4 min de leitura

Atualizado: 13 de out. de 2021

“As novas gerações e seu interesse pelas ciências numismáticas”


apresentada no XV Congresso Anual do Comitê Internacional de Museus Monetários e Bancários – ICOMOM

- 2008 -



O museu monetário do Banco Central do Brasil, denominado Museu de Valores, foi criado com o objetivo preliminar de preservar a memória nacional no que se refere à evolução dos meios de pagamento, baseado no princípio de que o dinheiro é uma importante forma de expressão cultural de um povo, e um elemento essencial a ser abordado no estudo da história econômica de uma nação.

Para essa finalidade, o museu mantém, organiza, preserva e expõe cédulas, moedas e outros papéis e objetos que de algum modo representaram ou representam valor monetário, mediante um sistema de exposições permanentes, temporárias e itinerantes. Também presta atendimento a consultas na área numismática, e realiza um programa de cooperação com as escolas, recebendo atualmente em torno de 17.000 estudantes por ano.

Seu alvo principal é o público jovem e seu foco é contribuir com a educação financeira no nosso país. De fato, o papel de um museu, na atualidade, estende-se além de mostrar objetos históricos e de somente relacioná-los a eventos históricos. Cada vez mais, os museus vêm se tornando agentes de promoção educativa e cultural, usando suas valiosas ferramentas de forma lúdica e interativa como forma de resgatar valores sociais importantes que, no caso de um museu monetário como o do Banco Central do Brasil, estão conectados com o uso apropriado do dinheiro.

Entretanto, lidando no dia-a-dia com este trabalho, observamos que:

o a forma de utilização saudável dos meios de pagamento pelas novas gerações depende de sua compreensão sobre as boas práticas de economia dos recursos financeiros, bem como de noções básicas sobre investimento, sobre o funcionamento da política monetária e sobre o papel de um banco central;

o uma ação educativa eficaz precisa ultrapassar os limites das salas de exposição do Museu e chegar, se possível, até as fronteiras de nosso país – pelo menos a meta deve ser esta;

o a produção intelectual, fruto dos estudos numismáticos, históricos e iconográficos realizados pelo Museu de Valores servem de base para todo o trabalho, mas tudo isso só tem valor se também trabalharmos para estimular o interesse dos jovens pelo colecionismo numismático e pelo conhecimento histórico da moeda e outros meios de pagamento, sem o quê tal ciência não teria continuidade em nosso país.


Neste contexto, verificamos que há alguns hábitos culturais que precisam ser resgatados e promovidos no meio juvenil, mas que há de se trabalhar com energia e utilizando mecanismos potentes para garantir continuidade do fluxo deste conhecimento em nossa sociedade. Só assim a equipe do Museu de Valores acredita que é possível aumentar o número e a qualidade dos novos colecionadores numismatas.

Não podemos esquecer que, se há museus, é porque alguém, em algum momento, decidiu começar e desenvolver sua própria coleção e, em algum momento, decidiu com esta ou outras coleções formar um museu, ou doar seus objetos históricos para contribuir com a formação de um museu. Ou seja, sem colecionadores, não há museus.

Por esta razão estimular e desenvolver a prática do colecionismo na infância e na adolescência nos parece ser algo da maior importância sob o ponto de vista educativo, porém um enorme desafio. Principalmente diante da forte concorrência de outras atividades, tais como os jogos em rede e outros entretenimentos eletrônicos, além do quê o consumo fácil e descartável nada contribui para o espírito de preservação. Os jovens de hoje têm múltiplos interesses e necessidades em suas vidas que interferem e também transformam os elementos tradicionais e populares, o que no nosso entendimento merece uma atenção cuidadosa por parte das instituições históricas e culturais.

Até meados do século XX, as crianças de modo geral costumavam colecionar selos, tampinhas, chaveiros, flâmulas, postais, moedas e outros objetos. Esta prática está sendo sufocada, infelizmente, pelos apelos modernos. Diante desta situação, o desafio é como produzir os eventos atrativos que possam fazer crianças e adolescentes voltarem a se encantar com os prazeres do colecionismo e, em especial, com a beleza contida nas cédulas e nas moedas. E para o Brasil isto é um desafio ainda mais especial por se tratar de um país tão grande em dimensões territoriais, com significativas diversidades culturais e com níveis sociais muito diferenciados

Considerando um panorama assim, o museu monetário, contando com a parceria de instituições públicas e privadas, e o apoio dos meios de comunicação corporativos e de massa, pode se posicionar como centro de irradiação de informações e de conhecimentos que podem ser abordados nos currículos escolares, tornando-se uma boa opção para ilustrar o planejamento escolar. Com um ambiente projetado para exprimir reflexões que contribuam para a formação cultural das novas gerações, pode estimular práticas sadias tanto para a economia pessoal como para o conjunto da nação.

O conhecimento sobre como lidar com o dinheiro, assim como o estímulo à prática do colecionismo são atividades que podem estimular nos jovens brasileiros o desenvolvimento de hábitos sadios e de qualidades pessoais, tais como: organização, atenção, repartição, troca, intercâmbio, observação, socialização e objetividade de interesse. Paralelamente, também podem fazer surgir o amor pela história e cultura do seu país.

A partir dessas considerações, foi apresentado na sessão plenária do XV ICOMON 2008 um breve resumo de algumas ações que estão sendo desenvolvidas pelo Museu de Valores ou que este está planejando para resgatar a difusão do conhecimento numismático e para contribuir para a educação brasileira campo da educação monetária, quais sejam:

· “Programa Museu Escola vai à zona rural” (iniciado em 2008);

· “Programa de Museu Escola” (tradicional, dentro do Museu);

· “Prêmio Nacional Jovem Numismata” (previsto para 2009).

De acordo com a temática proposta para discussão em plenária, ou seja, a preservação dos conhecimentos numismáticos, esta apresentação foi muito bem recepcionada pelos demais congressistas, especialmente por revelar o interesse e o impulso que o Museu de Valores, na qualidade de representante do Brasil no encontro, pretende empreender nos diversos segmentos da sociedade brasileira, visando imprimir nos jovens cidadãos o conhecimento monetário e o interesse pela beleza, pela memória e pelas emoções que podem ser transmitidas pelas coleções numismáticas, o que já vem ocorrendo em pequena escala no Museu de Valores, na sede e em suas exposições regionais e que precisa ser potencializado.

Utrecht, Holanda – Maio de 2008

Telma Cristina Soares Ceolin

(à época, Coordenadora - Museu de Valores do Banco Central)







 
 
 

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